Lubrificantes automotivos e hábitos brasileiros em um verdadeiro raio-x do Ibope

Quais os locais preferidos pelo público brasileiro para realizar a troca de lubrificantes? Quilometragem ou tempo de uso: o que é mais levado em conta? Quais os fatores mais importantes na escolha do produto? E é verdade que quase 1/4 dos consumidores não sabe dizer que tipo de lubrificante usa?

            Com o objetivo de revelar informações sobre hábito e uso de lubrificantes por parte do consumidor brasileiro, o Sindicom encomendou ao Ibope uma pesquisa quantitativa, realizada a partir de entrevistas em domicílio através de questionário estruturado. Foram consultados homens e mulheres, maiores de idade, das classes A, B, C e DE, com carro no domicílio e que são responsáveis pela manutenção e troca do óleo lubrificante.

            A pesquisa, que aconteceu entre 8 e 12/06/2017, se baseou em 2002 entrevistas iniciais. Após aplicação do filtro que selecionou o público-alvo, chegou-se a 341 entrevistas, e é a partir deste número de pessoas questionadas que resultados bem claros sobre o público de lubrificantes puderam ser revelados. A margem de erro é de 5 pontos percentuais no total, considerando nível de confiança de 95% para a amostra de 341 entrevistados.

Perfil dos entrevistados

            Entre os entrevistados, 79% são homens e 21% mulherers. No que diz respeito à idade, os maiores responsáveis por manter o óleo em dia está na faixa dos 35 aos 44 anos, equivalendo a 26% do público pesquisado. Os entrevistados que menos dão atenção a esta atividade tão importante para a “saúde” do veículo está na faixa dos 18 a 24 anos. Entre eles, apenas 9% disse realizar a tarefa.

            Ainda ajudando a entender o perfil deste público que se preocupa com manutenção e troca de lubrificantes, o Ibope informa que 57% dos entrevistados residem na região Sudeste, 20% na região Sul, 12% no Nordeste e 10% no Norte/Centro-Oeste. Concluiu-se que a maioria dos responsáveis pela manutenção e troca de óleo dos veículos, 58%, reside no interior dos estados brasileiros, sendo a classe C a líder entre os responsáveis pela troca de lubrificantes, com 50% entre o público-alvo. Entre as classes A e DE a porcentagem cai muito, chegando a 4%. Entre os integrantes da classe B, 43% se disseram responsáveis pela atividade.

Conhecendo os carros e os locais de troca do óleo

            Entre o público responsável pela manutenção do veículo e pela troca de lubrificantes, a pesquisa identificou que a maioria dos carros possui cerca de dez anos de uso (a maior faixa, 30%, foi fabricada entre 2006 e 2010) e que 38% os utiliza para fins de lazer, 33% como ferramenta de trabalho e 29% como meio de transporte no dia a dia.

Sobre o local escolhido para completar ou trocar o óleo da última vez, os entrevistados indicaram oficinas (32%), postos de gasolina (29%) e concessionárias (11%) como favoritos, com 8% deles fazendo a troca em suas próprias casas.

Quilometragem ou tempo de uso?

            Outro dado importante, que mostra a mentalidade do consumidor brasileiro no assunto, vem à tona quando se descobre se a troca de óleo é realizada pela quilometragem ou pelo tempo de uso. Segundo a pesquisa, 45% dos entrevistados fazem a troca baseando-se nos quilômetros percorridos, com 36% utilizando a quantidade de meses desde a última troca como referência, 8% só se preocupando com o procedimento quando o veículo passa por revisão e 4% após orientação de um mecânico.

            Entre os que afirmam que se baseam na quilometragem, 20% disse esperar percorrer 5.000 km para realizar a próxima troca de lubrificante, com 11% realizando o procedimento a cada 10.000 km. Para 4%, só depois de 15.000 km percorridos desde a última troca de lubrificante eles procuram fazê-la novamente. Já entre os que usam os meses como referência para a troca, 16% o fazem a cada 6 meses, com 10% entre 7 e 12 meses, 9% até 5 meses após a última troca e 2% somente depois de 15 meses da última manutenção.

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