Estudo calcula a redução de emissões devida aos lubrificantes

Da Redação da Lube Report EMEA
Vol. 2, edição número 26, junho de 2019

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Os lubrificantes avançados terão contribuído até 4,1% da redução das emissões de dióxido de carbono provenientes dos transportes na União Europeia entre 2005 e 2020, de acordo com um novo estudo encomendado pela ATIEL, a associação técnica que representa fabricantes e comerciantes da indústria europeia de lubrificantes.

Em 2030, os lubrificantes serão responsáveis por até 5,4% da redução pelo transporte, disse a ATIEL em um comunicado à imprensa em 19 de junho.

O estudo conduzido pela empresa Ricardo, de engenharia e consultoria ambiental, calculou contribuições diretas e indiretas que os lubrificantes fazem para reduções de emissões de CO2, definindo contribuições diretas como aquelas decorrentes de ganhos de economia de combustível devido ao uso dos lubrificantes. As contribuições indiretas foram definidas como aquelas decorrentes de mudanças no design do motor – como a instalação de tecnologias de controle de emissões ou reduções no tamanho do motor – que os lubrificantes possibilitam.

A consultoria estimou que as economias de custo resultantes das melhorias diretas e indiretas poderiam conduzir a uma economia média anual por veículo de $37 a $67 Euros (cerca de $42 a $76 USD) por ano para carros de passageiros e de $720 a $1.282 Euros por ano para caminhões pesados em 2020.

“A nossa indústria continua a investir significativamente em novas pesquisas nesta área, a fim de que possamos ajudar a conduzir e moldar a sua transição para uma economia competitiva de baixo carbono”, disse o Presidente da ATIEL, Marco Digioia, em um comunicado à imprensa.

No estudo, a consultoria Ricardo usou a sua própria modelagem de impactos a partir de mudanças de design do motor, combinada com uma base de dados de motores e veículos europeus.

A ATIEL observou em seu comunicado de imprensa que, reduzindo a fricção do motor, os lubrificantes reduzem a quantidade de energia necessária para mover um veículo, reduzindo assim a quantidade de combustível que precisa ser queimada, levando a menos emissões de CO2.

A consultoria estimou que comparado com a tecnologia em uso em 2005, os avanços dos lubrificantes reduzirão diretamente as emissões de CO2 por um equivalente de 1,2 a 3,9 milhões de toneladas métricas por ano até 2020. Em 2030, estimou que o número deve aumentar para 0,9 a 2,7 t/ano.

Reduções indiretas nas emissões de CO2 devem atingir 17,8 a 33,4 t/ano em 2020, com um incremento de 6 a 9 t/ano em 2030, estima a consultoria.

Tradução: Luiz Feijó Lemos e Norma Souza

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