Troca do aditivo para radiador: você está fazendo da maneira correta? Conheça os erros mais comuns!

Aditivo para radiador, fluido de arrefecimento, fluido para radiador, ou coolant. Não importa como você chama, estamos falando do mesmo produto. É aquele líquido que pode ficar um pouco esquecido da manutenção por causa do tempo de troca: cinco anos, ou aproximadamente 250 mil km percorridos.

Esse componente merece um olhar cuidadoso, porque, se não recebe manutenção adequada, pode causar problemas como aumento de temperatura e quebra do motor. Usar água da torneira para completar o nível? Nem pensar.

Quem nos fala sobre como fazer a manutenção é Fernanda Ribeiro da Silva, que sabe tudo sobre o assunto. Ela é coordenadora de Gestão de Produtos da ICONIC Lubrificantes, fabricante dos produtos da Ipiranga e Texaco.

“O fluido de arrefecimento é utilizado para manter o motor funcionando na temperatura ideal. É composto por etilenoglicol, água e aditivos. O que vai determinar o período de troca é a tecnologia de aditivo utilizada. Eles servem para proteger as partes metálicas que fazem parte dos componentes tanto do motor quanto do radiador”, explica.

De acordo com ela, os aditivos servem para proteger metais como ferro, cobre e alumínio, que são comuns na fabricação dos componentes internos. Ao longo dos anos, eles vão sendo gastos, como acontece com os aditivos dos óleos lubrificantes. Hoje, a maioria dos veículos que sai da montadora já utiliza uma tecnologia de vida longa (long life / extended life), por isso o período de cinco anos deve ser a referência geral.

Fazendo a manutenção correta, os aditivos para radiadores não precisam te dar dor de cabeça. “Se você utilizar a tecnologia correta indicada para o seu motor, não precisa se preocupar com nada”, diz a especialista.

Seis erros comuns na manutenção do sistema de arrefecimento

 Saiba agora alguns dos erros mais comuns, segundo a coordenadora da ICONIC:

  1. Não trocar o aditivo;
  2. Fazer a troca baseada em informações de cor. Não é a cor que define o tipo de produto. Tem que ver as especificações do manual;
  3. Em vez de utilizar um fluido com aditivo, usar água da torneira;
  4. Completar o nível com água da torneira ou usá-la para diluir o aditivo concentrado;
  5. Não fazer a manutenção completa. Não basta trocar o fluido, tem que verificar o radiador, se as mangueiras estão funcionando sem vazamento, se a bomba d’água está funcionando, verificar a pressurização do sistema; e
  6. Dar atenção para a manutenção do motor e esquecer de verificar o sistema de arrefecimento.

Atenção ao rótulo

Segundo a coordenadora da ICONIC, o consumidor deve prestar atenção a duas normativas brasileiras para garantir que “está utilizando um fluido de arrefecimento de qualidade”. Essas especificações são definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). São elas: ABNT NBR 14261 e ABNT NBR 13705. O importante é ter pelo menos uma das duas especificações.

Fluidos de arrefecimento caem de nível?

 “Não é o ideal, porque estamos falando de um sistema pressurizado, fechado, mas acontece que, por questões diversas, vai perdendo um pouquinho do nível. O que não pode perder é muito. Ao longo desses cinco anos você pode utilizar um fluido recomendável, que a gente chama de pronto pra uso“, explica Fernanda. “Você vai completando o nível para sempre manter o sistema de arrefecimento no melhor funcionamento possível”, completa.

E existe um nível de qualidade mínimo da água que vai para o radiador. Por isso, é necessário usar água desmineralizada. A água de torneira pode conter sais em grande quantidade, que se depositam no local, provocando entupimento e prejudicando a troca térmica.

Troca completa

“O ideal é fazer numa oficina mecânica, até porque é um produto químico, que deve ser descartado corretamente. Não pode ser descartado na pia, ou no próprio sistema de esgoto, tem que ter uma certa destinação de resíduos. Porém, se você for fazer apenas uma complementação de nível, pode fazer isso no posto revendedor, contanto que garanta que está utilizando o aditivo da tecnologia correta”, recomenda a profissional.

“O que muitas vezes acontece nesses locais é que, como as pessoas têm muito pouco conhecimento sobre aditivo para radiador, acabam se baseando numa cor. E a cor não determina tecnologia nem nível de qualidade”, ela alerta. Portanto, nada de trocar um fluido rosa por outro da mesma cor, como pode acontecer. Tem que olhar o rótulo e o manual do fabricante, para ver se batem.

Comprou carro usado?

O aditivo para radiador é um produto de duração mais longa que o óleo do motor. Por isso, é preciso redobrar a atenção se você troca de carro com frequência. O veículo pode chegar sem manutenção do fluido e você corre o risco de passar a vida toda daquele carro sem trocar o composto.

“Uma das maneiras de manter o carro na melhor condição de manutenção é fazer uma revisão total, incluindo a troca do fluido de arrefecimento”, explica Fernanda. As chances de o primeiro dono não ter feito a troca são grandes.

VÍDEO: Óleo Lubrificante – aditivação e qualidade

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Por Jean Souza

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