Conheça as situações do dia a dia que ‘estressam’ o óleo lubrificante

Você sabia que algumas situações comuns de uso são consideradas condições severas, que podem prejudicar a vida útil do óleo lubrificante? Para saber mais sobre condições severas – uma expressão muito utilizada tanto por fabricantes de veículos quanto por mecânicos e proprietários de carros –, o Óleo Certo levantou as principais consequências provocadas por alguns tipos dessas situações e como prevenir, ou minimizar, os seus impactos na lubrificação do motor.

Utilizar pouco o veículo

Uma das situações consideradas prejudiciais para o lubrificante é a não utilização frequente do veículo. A gerente de marketing da Mobil, Roberta Maia, ressalta que o pouco uso do carro pode fazer com que a troca do lubrificante seja antecipada. “Se nesse intervalo de tempo o carro não rodar a quilometragem indicada, deve-se fazer a troca de óleo, pois o lubrificante oxida e pode perder as suas características de proteção e limpeza do motor”, salienta a gerente.

A exposição frequente do veículo a estradas de terra também é considerada uma condição severa, reforça a especialista da Mobil. A poeira encontrada nesses ambientes acelera a acumulação de sujeira no filtro de ar do veículo. Daí, a necessidade de verificação constante da peça nessas situações.

Quanto ao prazo ideal para realizar a troca de óleo em condições normais do veículo, Roberta Maia orienta que seja feita de acordo com a informação constante no manual de seu veículo que pode ser por exemplo, a cada seis meses ou 10 mil quilômetros rodados, o que ocorrer primeiro.

Rafael Ferreira Ribeiro, membro do Comitê Técnico da Associação Brasileira dos Fabricantes de Aditivos (ABRAFA), lembra que os carros são projetados para se movimentar e que essa função está diretamente ligada à dos óleos lubrificantes. “Com o movimento, o lubrificante é bombeado para as diversas partes do motor, como comando de válvulas, parede dos cilindros, coroa do pistão e bielas. A presença de lubrificante nestas partes é importante para a sua proteção contra desgaste e ação do tempo (ferrugem)”, correlaciona.

O representante da ABRAFA explica como o óleo lubrificante age no motor de um carro que não é utilizado com frequência. A lógica, segundo ele, vale para qualquer categoria de carro: do passeio ao off-road. “Na operação do veículo, é normal o lubrificante absorver gases da combustão e, quando parado, apresentar condensação de água presente na umidade do ar. Quando não se utiliza o carro com frequência, o motor não mantém, por tempo suficiente, as temperaturas necessárias para expelir estes gases e água que contaminam o óleo. Com isso, temos uma degradação mais rápida do lubrificante”, aponta Rafael.

Neste sentido, ele sugere que o manual do proprietário seja sempre a fonte de consultas para a melhor utilização do óleo lubrificante e, assim, evitar ou minimizar danos provocados por condições severas. “O fabricante do motor é o agente mais adequado para recomendar o tipo de lubrificante e seu período de troca”, reforça o representante da ABRAFA.

O ‘anda e para’ prejudicial aos lubrificantes

Outro problema nocivo aos óleos é a exposição frequente do veículo ao “anda e para” dos congestionamentos. Ribeiro observa que, em geral, a medida de troca de óleo é a quilometragem do carro, mas que quando estamos parados em um engarrafamento o motor se mantém trabalhando, mesmo com pouca rodagem do veículo. “Nesses casos, considera-se que temos uma operação mais severa, ou seja, o fator de funcionamento do motor por quilometragem é maior, o que nos leva a recomendar uma troca de óleo lubrificante mais curta”, reforça.

Como evitar o estresse prematuro do óleo lubrificante:

  • Fique atento à exposição frequente do veículo ao “anda e para” do trânsito, pois essa condição exige trocas de óleo em menor período de tempo;
  • Ande com o seu carro. Ao movimentar o veículo, o óleo lubrificante é bombeado para diversas partes do motor, protegendo todo o sistema contra desgastes prematuros.
  • Caso utilize pouco o carro (menos de 40 km diários), recomenda-se antecipar a troca do lubrificante seguindo a recomendação do seu manual do veículo para intervalo de troca em condições severas de utilização.
  • Em caso de dúvidas, consulte sempre o manual do proprietário.

Por Antonio Carlos Teixeira

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