Mitos e verdades sobre uso de óleos lubrificantes

Sabe aquelas afirmações que a gente ouve de vez em quando vindas de um amigo autointitulado “mecânico”? Do tipo: “Todos os óleos lubrificantes são iguais e podem ser utilizados em qualquer tipo de motor!” Ou: “Veículo muito rodado deve usar óleo grosso!” Ou ainda: “Não existe diferença entre óleos lubrificantes para carros e moto!”

Pois é! Nem sempre essas “afirmações” fazem sentido ou devem ser seguidas quando da manutenção do veículo relacionada à troca de óleos lubrificantes. Por incrível que pareça, esses mitos sobre a utilização dos lubrificantes ainda persistem e, volta e meia, são tidos como soluções infalíveis pelos “entendidos” no assunto. Só que nem sempre devemos acreditar nesse “disse-me-disse”. Ainda mais porque uso correto ou não de óleo lubrificante pode ser crucial para o desempenho do motor e a durabilidade do veículo. Neste sentido, o Óleo Certo convidou o consultor e especialista Luiz Feijó Lemos para tirar todas as suas dúvidas sobre os dez mitos mais comuns relacionados ao uso de óleos lubrificantes.

1) O óleo recomendado pelo fabricante do veículo é sempre a melhor opção na hora da troca?

Verdade! Deve-se sempre utilizar o lubrificante recomendado no manual do seu veículo.

2) Todos os óleos lubrificantes são iguais e podem ser utilizados em qualquer tipo de motor?

Mito! Cada tipo de lubrificante é desenvolvido para aplicação específica. No caso de óleos para motores, tal diferença é acentuada em função dos distintos tipos de motores e combustíveis.

3) Não existe diferença entre óleos lubrificantes para carros e moto?

Mito! No passado, recomendava-se o mesmo lubrificante de carro de passeio para motos. Com o avanço tecnológico das novas motocicletas 4T, e seus respectivos requisitos de desempenho, os lubrificantes para motos passaram a utilizar produtos específicos e dedicados para essa aplicação.

4) Posso usar qualquer tipo de lubrificantes em carros antigos?

Mito! Recomenda-se sempre seguir o produto recomendado no manual do veículo.

5) Um carro antigo também pode usar um óleo de última geração?

Verdade! Recomenda-se sempre seguir o produto identificado no manual do veículo. Caso queira utilizar um óleo de última geração, recomenda-se verificar o grau de viscosidade do lubrificante.

6) Quando o óleo lubrificante do motor fica escuro está na hora de trocar?

Não necessariamente! Uma das principais funções do lubrificante é limpar o motor. Ou seja: óleo sujo, motor limpo! A troca deve ser feita de acordo com o indicado no manual do fabricante do veículo.

7) Lubrificante sintético é só para carro importado ou esportivo?

Mito! Um lubrificante pode ser de base sintética, semissintética ou mineral. Deve-se sempre seguir a recomendação do fabricante do veículo, atentando para o grau de viscosidade e nível de performance / categoria de serviço.

8) Veículo muito rodado deve usar óleo grosso?

Mito! Deve-se sempre seguir a recomendação do fabricante do veículo. A correta manutenção do veículo dispensa o uso de óleos mais “grossos”, ou seja, mais viscosos, permitindo continuar a utilização do lubrificante originalmente recomendado.

9) Quilometragem é o único fator para troca de óleo?

Mito! O manual do fabricante estabelece as condições para os períodos de troca, que estão baseados não somente na quilometragem, mas também no tempo de uso e tipo / condição de serviço (trânsito pesado, estradas sem asfalto e empoeiradas etc.).

10) Uso de óleo para motores a diesel em motores a gasolina ou álcool não dá problema?

Depende! Deve-se sempre seguir a recomendação do fabricante do veículo. Alguns óleos para motor a diesel também cumprem com os requisitos de performance para motores a gasolina. Para tal, deve-se observar na embalagem se o produto atende a algum requisito dos motores a gasolina API S’X’ (todos os níveis de desempenho/qualidade) e notar o grau de viscosidade.

Lembre-se: para assegurar o correto desempenho do óleo lubrificante, a qualidade do motor e a durabilidade do seu bem, deve-se sempre seguir a recomendação do fabricante e as orientações constantes no manual do veículo.

Por Antonio Carlos Teixeira

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