Fique atento: ANP divulga lista de lubrificantes comercializados sem autorização

Agência alerta para os danos causados pelos produtos que não atendem às especificações mínimas exigidas pelos fabricantes dos veículos

Motoristas devem redobrar a atenção na próxima troca de óleo. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelou que produtos circulam no mercado sem nenhum tipo de registro, podendo causar sérios danos aos veículos. Conforme alerta o último boletim publicado pelo Programa de Monitoramento de Lubrificantes da Agência, “o consumidor final não deve, sob nenhuma hipótese, adquirir os óleos lubrificantes indicados”. Confira a lista dos produtos sem registro.

Lubrificantes com problemas de aditivação

 “A irregularidade mais preocupante é a formulação com uma quantidade mínima de aditivos (aditivação insuficiente) ou sem aditivos (aditivação ausente) e que pode afetar o consumidor final da maneira mais direta possível”, alerta Felipe Feitosa de Oliveira, coordenador de Petróleo, Lubrificantes e Produtos Especiais da ANP.

Ele afirma que produtos sem aditivos, ou com baixa aditivação, podem “ocasionar uma lubrificação ineficiente das peças, diminuindo a vida útil dos motores” e reforça que essa é a não conformidade mais preocupante que a ANP quer extinguir do mercado.

O coordenador da agência explica como agem os fabricantes irregulares para obterem vantagens econômicas e lançarem produtos mais baratos. “A ausência de aditivação diminui os custos de produção. Embora os aditivos respondam por, aproximadamente, 10 a 15% do percentual de composição dos óleos acabados, são insumos caros, desenvolvidos internacionalmente, após extensa pesquisa técnico-científica”, detalha.

Desgastes e acúmulo de resíduos no motor

Das marcas denunciadas, a maior parte diz ter viscosidade SAE 20W-50. Mas sem análise técnica da ANP, não há garantia de que o consumidor levará para casa o que está escrito nas embalagens.

“Ninguém sabe o que essas empresas estão fazendo. Elas podem estar até vendendo óleo puro, sem aditivo algum”, alerta Norma Souza, consultora para assuntos de lubrificação do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).

Ela destaca que a ausência dos aditivos prejudica “a limpeza, a proteção antidesgaste e antiferrugem do motor”, entre outros danos. A falta de aditivos detergentes, por exemplo, pode afetar os anéis dos pistões, acarretando queima do óleo e vazamentos.

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Produtos adulterados são exceção

Apesar do sinal vermelho, Oliveira destaca que o mercado nacional é bem servido. “Atualmente, o índice de conformidades é próximo a 97%, indicando uma excelente qualidade dos produtos comercializados. O mito de que os derivados de petróleo (combustíveis em geral e lubrificantes) são de baixa qualidade não pode prosperar”, ressalta.

O especialista reforça que as não conformidades estão restritas a cinco ou seis empresas, que atuam na ilegalidade, ou vendem produtos de baixa qualidade.

Denuncie

O comércio irregular de óleos lubrificantes está sujeito a penalidades previstas em leis nacionais e sanções de natureza civil, ou penal. Caso desconfie de algum produto, faça uma denúncia junto à ANP pelo site www.anp.gov.br/faleconosco, ou pelo telefone 0800 970 0267.

Confira o Boletim de Monitoramento de Lubrificantes em: http://www.anp.gov.br/publicacoes/boletins-anp/2387-pml-boletim-de-monitoramento-de-lubrificantes.

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Por Jean Souza

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