Os diferentes lubrificantes para carros, motocicletas, caminhões e ônibus

OLEO-CARRO-CAMINHÃO-MOTO-1920X1082

Óleos lubrificantes não são todos iguais. Certo? Sim, exatamente!  Sendo assim, esses produtos, de extrema importância para o correto funcionamento do motor dos veículos, merecem toda a atenção de consumidores, condutores e proprietários no momento da sua compra ou da troca. Óleos são diferentes para cada tipo de veículo e, por isso, não se deve usar o mesmo lubrificante em veículos distintos, como carros de passeio, motocicletas, caminhões e ônibus. Isso porque a tecnologia embarcada em cada óleo destinado para esses tipos de veículos contém óleos básicos e aditivos específicos para o correto funcionamento desses motores. Nesta matéria do Óleo Certo, vamos ver por que, afinal de contas, os óleos não são todos iguais, mesmo que para as mesmas aplicações e uso.

Simone Hashizume, diretora da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), observa que veículos automotores como carros, motocicletas, caminhões e ônibus têm suas necessidades, que variam com o tipo de motor, uso, combustível e padrões internacionais, “e os lubrificantes devem atender especificamente a cada um deles.”

Ao comparar o funcionamento de carros e de motocicletas, a gerente de Marketing da Mobil, Roberta Maia, diz que esses veículos têm muito pouco em comum. “Os motores de motos operam em rotações e temperaturas mais altas do que os motores de carros. Por isso precisam de óleos lubrificantes específicos”, assinala.

A executiva da Mobil ressalta que o lubrificante para motocicletas tem a função de lubrificar não apenas o motor, mas também outras partes desse veículo, como embreagem e engrenagens. Daí a necessidade do uso de um óleo exclusivo. “Os óleos para motores de motocicletas quatro tempos protegem o motor e a transmissão e forneçam à embreagem a propriedade antideslizamento”, complementa Simone Hashizume.

A diretora da AEA reforça que o motor desse tipo de veículo é menor e trabalha em regime “muito mais severo” do que o motor de um carro. Essa condição faz com que as motocicletas necessitem de “lubrificante com maior resistência à oxidação”, diz.

Nas motocicletas, Roberta Maia explica que a transmissão está frequentemente ligada ao motor, sendo, portanto, necessário que o óleo o lubrificante tenha níveis de aditivação compatíveis para oferecer uma alta resistência e produzir níveis de proteção e de fricção adequados, “sempre buscando o melhor desempenho” do veículo. Para Simone Hashizume, as “características especiais” dos óleos lubrificantes para motocicletas impedem, por exemplo, o desgaste prematuro do trem de válvulas e evitam a formação de pitting (corrosão) nas engrenagens.

Para a executiva da Mobil, a utilização de um lubrificante de carros em motocicletas pode trazer inúmeros problemas, inclusive a perda total do motor. “Por isso, nunca se deve utilizar um produto de carro em motos, mesmo que a viscosidade seja a mesma”, frisa.

Lubrificantes para motores a diesel: proteção em condições severas

No caso dos caminhões e dos ônibus, é importante lembrar que o mercado de lubrificantes para motores diesel representa cerca de 25% do mercado total do Brasil. “Atualmente, mais de 90% de todo o lubrificante para motores diesel está concentrando nos APIs de entrada CH-4 e CI-4”, informa Roberta Maia.

Para enfrentar e atenuar os desgastes causados pelas condições severas as quais esses veículos são submetidos diariamente nas estradas e nas vias urbanas (como rodovias em estado precário de manutenção, excesso de peso, “anda e para” e utilização constante de marchas lentas), os óleos lubrificantes para esses motores precisam garantir uma rápida lubrificação a todas as partes do motor, mantendo uma película protetora por mais tempo.

Segundo a diretora da AEA, o motor Ciclo Diesel trabalha com taxas de compressão mais altas quando comparado com motores do Ciclo Otto: apresentam torque mais alto em mais baixas rotações; injeção de combustível direta nos cilindros e com altíssimas pressões; combustível com maior densidade; e biodiesel como um dos componentes da combustão do motor.

“Só o exposto já nos faz entender por que o óleo lubrificante do Ciclo Diesel é diferente dos óleos lubrificantes do Ciclo Otto. Além disso, o pacote de aditivos dos lubrificantes é diferente para cada um desses motores”, salienta.

Para Roberta Maia, apesar do lubrificante representar no máximo 3% dos custos de manutenção de um caminhão, o produto tem papel fundamental para garantir maior vida útil do veículo. De acordo com a executiva da Mobil, o uso do lubrificante adequado pode contribuir para a redução no consumo de combustível, “um dos principais custos do caminhoneiro”, ressalta.

Dicas das especialistas:

“Outro tema importante para destacar é a utilização da viscosidade indicada pela montadora. A não utilização do produto adequado pode comprometer o bom funcionamento do motor, causando superaquecimento, maior desgaste das peças internas resultando em danos em outras partes do veículo.” (Roberta Maia, gerente de Marketing da Mobil)

“Deve-se seguir a recomendação de cada fabricante do veículo, pois é quem tem todas as informações de que tipo de óleo o seu motor necessita. O uso do óleo incorreto pode causar perda de rendimento do motor, redução da vida útil e menor proteção, por exemplo.” (Simone Hashizume, diretora da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, AEA)

Por Antonio Carlos Teixeira

Essa informação foi útil para você?

Por que essa informação, não foi útil para você?

Obrigado pela sua participação!

compartilhe essa informação: