
As mulheres estão conquistando cada vez mais espaço no mercado de lubrificantes, segmento majoritariamente masculino, mas os desafios ainda persistem. Essa foi a tônica da palestra realizada dia 22 de setembro na Arena de Lubrificantes, na ROG.e 2026, e mediada por Valéria Lima, conselheira de administração da CEMIG, TBG e IDG.
Participaram do bate-papo Clarissa Martins, gerente da planta da Infineum; Aline Tassar, gerente de marketing da Lubrax; e Bianca Cerbino, diretora de pessoas da ICONIC.
“Sou psicóloga, com formação em Recursos Humanos, um universo muito feminino. Quando fui para a Ipiranga, o ambiente era composto por homens, 85% dos operadores eram homens. O desafio era fazer a transformação com foco na equidade. Foi uma caminhada longa, passa pela evolução da cultura. Em 2020, fui para a ICONIC, onde já peguei um universo com discussões mais conscientes sobre o tema”, explicou Bianca.
Clarissa falou sobre sua experiência como primeira mulher gerente de planta no Rio de Janeiro.
“É um cargo com muita herança masculina. Em um segmento formado 80% por homens, nada foi construído para a mulher. A gente precisa entender que precisa de planejamento, de investimento, para adequar a infraestrutura, desde a mais básica, como ter vestiário feminino, por exemplo. EPI também não é uma questão estética, a luva tem que ter o tamanho correto para as mulheres. Um EPI adequado tem a ver com segurança da operação”, ressaltou.
Com uma carreira construída na área do marketing, vinda da L’oreal, Aline atua há dois anos na indústria de lubrificantes. “Vim de um universo feminino, mas já sinto uma transformação agora”, apontou.
Valeria Lima destacou a importância dos temas abordados no painel:
“Tivemos três profissionais bastante diferentes, com perspectivas diferentes sobre a atuação feminina, sobre a evolução do trabalho feminino na indústria de óleo e gás, e a gente mostra como a indústria tem avançado. Ainda é um ambiente masculino, mas tem uma jornada de transformação muito interessante, que mostra que as mulheres podem atuar onde elas quiserem, desde o chão da fábrica até a gerência”, completou.
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