
Marcello Attilio, consultor sênior e instrutor da Noria, destacou a importância do monitoramento preditivo de lubrificantes industriais durante palestra realizada dia 21 de setembro, na Arena de Lubrificantes da ROG. 2026.
A Noria é uma empresa norte-americana, representada no Brasil pela franquia Confialub, voltada para capacitação de profissionais com foco na prevenção, controle de contaminação e gerenciamento de estoques no setor de lubrificantes industriais. Luiz Feijó Lemos, consultor do Sindicom, conduziu a apresentação.
Em sua palestra, Attilio abordou estratégias para monitoramento preditivo no setor de offshore, incluindo lubrificantes industriais usados em turbinas, compressores, bombas, redutores e sistemas hidráulicos. Entre as possíveis falhas detectadas estão o desgaste, a contaminação, a degradação do lubrificante, podendo ocasionar desbalanceamentos, aquecimento e vazamentos.
Para cada falha, o especialista detalhou em sua apresentação um conjunto de técnicas pode ser aplicada, como análise do óleo, termografia (inspeção que usa câmeras especiais para enxergar o calor emitido pelos equipamentos) e ultrassom (monitora o nível de ruído de alta frequência gerado pelo atrito em rolamentos e mancais). De acordo com o consultor, a análise de óleo apresenta alta assertividade, mas nenhuma técnica sozinha enxerga tudo, a integração eleva a confiabilidade.
“A detecção precoce de falhas por meio da análise de óleo é essencial, reduz custos, aumenta a produtividade e a vida útil dos ativos, que são as máquinas, equipamentos, ferramentas e instalações. Mas tem que fazer a abordagem certa contra as falhas”, apontou o especialista.
Segundo Atillio, a análise de óleo tem mudado, sendo, nos dias de hoje, mais direcionada para uma avaliação integral do ativo, com observação da máquina e das possíveis contaminações, buscando a causa-raiz do problema. O especialista comparou a análise de óleo a um exame de sangue, que faz a prevenção e detecção de doenças.
“Antes, não havia essa abordagem. A gente fazia análise para, basicamente, trocar o óleo. Hoje, é muito mais abrangente, abrindo outras perspectivas para a manutenção preditiva. Acho que essa é a grande novidade que temos nos últimos anos”, completou.
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