Os óleos lubrificantes desempenham um papel essencial no funcionamento e na manutenção dos veículos. No caso dos motores, sua principal função é reduzir o atrito entre as peças, prolongando a vida útil dos componentes. Além disso, o óleo também contribui para manter a temperatura ideal de trabalho do motor, realiza a limpeza interna e ajuda na vedação, garantindo o máximo desempenho e eficiência.

Nas últimas décadas, os óleos lubrificantes vêm passando por grandes evoluções, ficando mais eficientes e adaptados às novas tecnologias dos motores. Hoje, as montadoras recomendam, cada vez mais, os óleos com menor viscosidade, capazes de atender às demandas de motores modernos e de assegurar um funcionamento mais sustentável e econômico.

Mas você sabe o que diz cada informação que aparece no rótulo de um óleo lubrificante? Confira, a seguir, algumas informações úteis, a começar pela classificação SAE!

A viscosidade do lubrificante automotivo é fundamental porque determina a resistência do óleo ao escoamento, ou seja, o quão “grosso” ou “fino” ele é em diferentes temperaturas. Essa característica é crucial para garantir que o óleo cumpra suas funções de maneira eficiente em qualquer condição de operação do motor.

A frio: Quando o motor está desligado ou em temperaturas baixas, é importante que o óleo tenha baixa viscosidade (mais “fino”) para fluir rapidamente e lubrificar as peças no momento da partida, reduzindo o desgaste inicial.

A quente: Durante o funcionamento, o motor aquece e o óleo precisa manter a viscosidade adequada (mais “espesso”) para formar uma camada protetora eficaz entre as peças móveis, evitando atrito e desgaste.

A sigla API vem do inglês e significa Instituto do Petróleo Americano. Essa classificação é dividida em duas categorias principais:

Categoria “S”, para motores a gasolina: Representada pela letra “S” (service, em inglês, ou seja, serviço) seguida de outra letra, sequencialmente, a partir do A (SA), sendo comercializados no Brasil, atualmente, nos níveis API SJ, SM, SN, SP ou SQ. Quanto mais avançada a letra na ordem alfabética, maior é o nível de desempenho e mais atual é a tecnologia do óleo.

Em março deste ano, uma nova especificação foi lançada mundialmente, superando a atual SP. A nova nomenclatura que chegou ao mercado é a API SQ e representa uma nova fase da indústria para atender às normas mais pesadas de controle de emissões de gases poluentes, especialmente nos motores com injeção direta, com turbocompressor, e também aqueles com sistemas de partida frequente, como os usados em veículos híbridos e com a função start-stop.

São lubrificantes que ajudam a melhorar a performance dos motores e, por consequência, permitem redução no consumo de combustível.

Já o grau ILSAC é a sigla americana para Comitê Consultivo Internacional para Especificação de Lubrificantes, criado no início da década de 90 e que engloba os fabricantes Chrysler (incluindo as marcas Jeep e Dodge do grupo Stellantis     ), GM, Ford, Honda, Isuzu, Mazda, Mercedes-     Benz, Mitsubishi, Nissan, Subaru e Toyota, voltado para os graus SAE menores (“mais finos”), que proporcionam uma maior economia de combustível, por exemplo: SAE 0W-16, 5W-20, 5W-30, entre outros. São identificados pela designação ILSAC GF, podendo ser atualmente GF-5, ou GF-6A ou B, ou GF-7A ou B.

Categoria “C”, para motores a diesel: Representada pela letra “C” (Commercial em inglês, ou seja, comercial) seguida de outra letra, sequencialmente, a partir da letra A, assim como o descrito para a     Categoria S, ou dispondo do número 4 (= recomendação para motores diesel 4 tempos), como CH-4, CI-4, CI-4 Plus           ou CK-4. Assim como na categoria “S”, as letras indicam níveis crescentes de desempenho e modernidade.

O grau ACEA (sigla para Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis) é outro nível de desempenho para óleos lubrificantes de motores. A classificação ACEA é dividida em grupos e cada um possui números que indicam níveis de desempenho e requisitos específicos, a saber:

  • A/B – Motores a gasolina (A) e diesel de passeio ou comerciais leves (B). Exemplos: ACEA A3/B4 ou A5/B5;
  • C – Motores a gasolina e diesel de passeio ou comerciais leves com tecnologias avançadas, com filtros de partículas para diesel (DPF) ou gasolina (GPF), compatíveis com catalisadores modernos (TWC) com baixa emissão. Exemplos: ACEA C2 ou C3;
  • E – Motores a diesel de veículos pesados, como caminhões e ônibus com sistema de redução de emissões como EGR e/ou sistema SCR. Exemplos: ACEA E7 ou E8;
  • F – Idem à aplicação do exemplo anterior  para economia de combustível. Exemplo: FD-01. Somente aplicável aos graus de viscosidade: SAE 0W-30, 5W-30 ou 10W-30.

Os óleos básicos minerais são obtidos da separação de componentes do petróleo durante seu processo de refino, caracterizando-se por uma mistura de hidrocarbonetos.

Já os óleos básicos sintéticos são obtidos por reação química, em plantas petroquímicas, havendo, assim, maior controle em sua fabricação, permitindo a obtenção de vários tipos de produtos, com diferentes propriedades e, por isso, são produtos mais estáveis e possuem maior resistência ao envelhecimento.

Já um lubrificante semissintético combina as características dos óleos minerais (derivados do petróleo) com os óleos sintéticos (produzidos por meio de processos químicos mais refinados), através da mistura de ambos. Ele é amplamente utilizado porque oferece um equilíbrio entre desempenho, custo e durabilidade.

Qual marca escolher?

Na hora de escolher o óleo lubrificante, é fundamental consultar o manual do seu veículo e optar por marcas que sigam as normas de qualidade exigidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A ANP realiza testes periódicos para avaliar a qualidade dos produtos no mercado e publica uma lista com os lubrificantes que não passaram nas análises ou que estão sendo vendidos sem autorização. Para evitar problemas no motor do seu veículo, consulte sempre essa lista antes de comprar. Você pode acessá-la aqui

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