Indústria de lubrificantes investe em medidas de prevenção contra a Covid-19, com impactos diretos na logística

Empresas como Petronas e Moove mudaram radicalmente as rotinas de fábricas, escritórios e frotas para manter a segurança na produção, distribuição e venda ao consumidor final.

Por Jean Souza

A pandemia de Covid-19 criou novas regras e hábitos no mundo, como o distanciamento social e o uso de máscaras. Nas companhias de produção, venda e distribuição de óleos lubrificantes não foi diferente. Vários protocolos também foram adotados para garantir que os produtos cheguem com segurança até os pontos de venda.

Sergio Masid, gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Petronas para as Américas, afirma que a primeira preocupação foi “proteger todos os funcionários da empresa”. Em seguida, as ações foram destinadas a manter a produtividade, garantindo a saúde dos trabalhadores das fábricas da multinacional.

Na Moove, distribuidora dos produtos Mobil na América do Sul e Europa, as “medidas de prevenção e proteção implementadas abrangem a fábrica, escritório, centros de distribuição e equipes de vendas”, explica Alexandra Sabiá, diretora de Pessoas e Cultura da companhia.

A Moove também estendeu as medidas de prevenção a todos os parceiros, “inclusive os transportadores, na realização das suas entregas”, destaca Mara Pezzotti, Diretora de Marketing da empresa.

A companhia criou um canal de atendimento médico 24h para colaboradores e funcionários, além de investir em ações sociais. No Rio de Janeiro, doou equipamentos de proteção individual (EPIs) para hospitais e abasteceu 500 famílias com alimentos e produtos de higiene. Em São Paulo, distribuiu 10 mil kits de prevenção para motociclistas.

Na Petronas, 100% dos funcionários e contratados foram vacinados contra gripe e um aplicativo foi adotado para verificar semanalmente o estado de saúde dos colaboradores. As campanhas se estenderam aos familiares dos  empregados.

Gestão de frotas

A Petronas adotou ações para o trabalho dos caminhoneiros nas estradas e nos edifícios. Para entrada na fábrica, cada veículo é submetido a um check-list de segurança, motoristas devem usar máscaras e passar por checagem de temperatura.

“Após isso, o caminhão é encostado, freado com calços colocados em suas rodas, na doca de carga designada, e um de nossos colaboradores, que está sentado em uma estação de trabalho especialmente adaptada para este contato, inicia os trâmites burocráticos para o início do carregamento”, explica Masid.

Já a Moove desenvolveu um guia prático para prevenção do coronavírus no transporte de passageiros e cargas. A empresa tem um canal no Youtube para ajudar no trabalho dos gestores de frotas, inclusive durante a pandemia.

Vai trocar o óleo? Veja como se prevenir nas oficinas mecânicas

Segundo especialistas, após meses de carro parado, ou rodando pequenas distâncias, é recomendável trocar o óleo do motor a cada seis meses, mesmo que a distância orientada pelo manual não tenha sido totalmente percorrida. Por isso, atualmente, deixar o veículo em dia significa tomar cuidados extras.

“É imprescindível manter os protocolos sanitários em todos os locais, com rotina de higienização das mãos, uso de álcool gel e máscaras. Ao interagir com os profissionais, ou clientes, use máscara e procure manter distância de ao menos dois metros”, orienta Pezzotti.

Ela ressalta a importância de fazer a higienização do “volante, câmbio, freio de mão e painel, antes e após o contato”. Segundo especialistas, para essas partes do carro, o recomendável é utilizar sabão neutro e desinfetantes de uso geral, pois o álcool em gel pode danificar as superfícies.

Para Masid, a responsabilidade de cada um deve ser semelhante tanto em casa quanto na prestação de serviços. “Ao nos protegermos e cumprirmos as regras, acabamos protegendo o outro. E isso nada mais é do que você entender que a vida humana tem valor”, afirma.

Essa informação foi útil para você?

Por que essa informação, não foi útil para você?

Obrigado pela sua participação!

compartilhe essa informação: